2012/11/12

Que beleza!



Fui questionado acerca das belezas de Santa Maria, eis que...

A curta frase que Tim Maia celebrizou – em  sua canção Imunização Racional do emblemático álbum “Tim Maia Racional, Vol. 1”, de 1975 – resume, de certa forma, a percepção que tenho de alguns lugares de Santa Maria. A “cidade coração do Rio Grande” não é o melhor exemplo de cidade turística, apesar de algumas administrações terem isso como lema, no entanto há  locais dignos de se usar a expressão “que beleza!”.

Disponho-me a falar de sete  das inúmeras belezas que Santa Maria abriga, sem nenhuma hierarquia, apenas sete desordenadas. Começo por aquilo que o homem criou, mas que, se não fosse a natureza, não teria chance  de existir. Entre o relevo baixo da Depressão Central e o rebordo da Bacia do Paraná, fica a barragem do Rio Vacacaí-Mirim, que, combinada a uma trilha pelo Morro do Cechela, torna-se uma paisagem ímpar na cidade. Os dois são ótimos pontos de lazer e prática de esportes de aventura.

A terceira delas é o Campus da Universidade Federal de Santa Maria. Apesar de ser frequentado, em sua maioria, por servidores e estudantes, o campus localizado no Bairro Camobi é uma perfeita área de lazer e prática de esportes para a comunidade em geral. As ruas, que no decorrer da semana ganham ares de correria e stress – em função dos horários apertados e inúmeras tarefas acadêmicas – no fim de semana tornam-se  passarelas  onde a as pessoas esquecem as preocupações, encontram os amigos  e cuidam da saúde.

Já que o assunto é lazer, não se pode deixar de fora o Parque Itaimbé. A quarta beleza que destaco vem,  constantemente, passando por mudanças estruturais, mas é bonita apenas por sua essência: o Itaimbé, chamado carinhosamente por seus frequentadores de “Ita”, torna-se um mar de piqueniques e rodinhas de chimarrão aos sábados e domingos, embelezando mais ainda seus gramados destinados justamente a isso.

Quando o assunto é arquitetura, Santa Maria tem inúmeros prédios simbólicos. Chamo a atenção para o prédio da SUCV (Sociedade União dos Caixeiros Viajantes), que agora abriga os gabinetes da prefeitura. O prédio, que tem sua fachada tombada pelo Patrimônio Histórico, foi inaugurado em 1926 e fica localizado na esquina da Avenida Rio Branco com a Rua Venâncio Aires, e é a minha quinta beleza de Santa Maria.

O sexto local que destaco é a antiga Cidade dos Meninos. Localizada no Bairro Camobi, ela abrigou o primeiro instituto de educação guanelliana (doutrina do padre italiano Luis Guanella, fundador da Congregação dos Servos da Caridade) do Brasil e era conhecida como “Cidade dos Meninos”. Eram encaminhados para lá os estudantes que não conseguiam acompanhar o ritmo da educação convencional, bem como os mais indisciplinados. A construção é de 1947 e agora sedia um hotel fazenda de uma grande rede gaúcha de hotéis, o que dará significado e utilidade às belezas do local, que fica ao pé do Morro do Elefante, com mata nativa e trilhas de aventura.

Para  encerrar a breve lista de sete belezas de Santa Maria, cito algo um pouco abstrato, mas, que talvez seja o maior ou mais conhecido atributo da cidade, o clima nem um pouco ameno. Particularmente, prefiro os famosos calorões de 30 graus ou mais, mas também há aquelas temporadas com 2 graus abaixo de zero que agradam aos amantes do inverno.

Santa Maria é a cidade das diversas tribos, povoada principalmente por estudantes, militares e comerciantes, e em cada uma dessas tribos há aqueles que simplesmente amam a cidade por saberem reconhecer a importância dessas sete e também por inúmeras outras belezas naturais e arquitetônicas.



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