2012/11/29

Homenagem ao Velho Casarão Olímpico




O adeus de um gigante!



Não há gremista no mundo que esteja alheio ao que acontecerá neste domingo. Não importa onde esteja, não importa o país que more, não importa o universo paralelo que viva... se é gremista, sabe que no dia 2 de dezembro de 2012, dia do segundo GreNal do Brasileirão, encerraremos mais um grandioso ciclo na história do Grêmio Foot-ball Porto Alegrense: fecharemos, com muito pesar, as portas do Estádio Olímpico Monumental!

Ciclo esse que iniciou em 19 de setembro de 1954, quando era inaugurada a segunda casa do tricolor gaúcho. Depois de 50 anos morando na Baixada – onde agora é o Parcão, em Porto Alegre –, o Grêmio se muda para o Bairro Azenha. À época, sua nova casa, o Olímpico, era considerado o maior estádio particular do mundo. Na inauguração contra o Nacional (URU), os 15.273 lugares estavam ocupados para ver o atacante Vitor emplacar o primeiro gol do estádio (ilustração a baixo). Vitor ainda faria o segundo gol daquela vitória por 2 a 0. Em 1980 o Olímpico passara por uma reformulação que deixou do jeito que é hoje, com a ampliação do anel superior que aumentou a capacidade para 45 mil torcedores.

E não foi apenas um gol, foi uma triangulação de dar inveja!


Apesar de ser gremista desde que nasci, mas conscientemente desde 1995 – muito influenciado pelo segundo título da Libertadores –, ainda não tive a (que deve ser) magnífica experiência de assistir a um jogo no Olímpico, fui apenas como visitante. Quase pensei que não teria a oportunidade de realizar esse sonho, mas, como se sabe, tudo que envolve o Grêmio tem de ser difícil de conquistar, consegui garantir o ingresso para o maior jogo do Olímpico na última hora. Enfim, verei o encerramento de mais uma etapa na história do Grêmio!

Não fiquei satisfeito em apenas saber que estarei presente neste dia tão importante para o Olímpico, e resolvi homenageá-lo em sua despedida "monumental". Usando uma das maiores canções da música gaúcha, de um cantor e compositor consagrado: "Velho Casarão" do "rei do disco" Teixeirinha. Apesar das dúvidas quanto a seu verdadeiro time, sabe-se que o passo-fundense (nascido em Rolante-RS) foi sócio do Grêmio e teve seu velório nas dependências do Olímpico, e a prova definitiva de que ele era gremista está aqui. Então nada mais justo que usar uma obra que o consagrou no cancioneiro gaúcho como base para uma paródia que humildemente tenta venerar nosso querido "velho casarão"!

Ouça a música e acompanhe a paródia a baixo:



Velho casarão sediado na Azenha
De grande importância para o nosso estado
Se ele falasse contava vitórias
De quem lhe frequentou no século passado

Mas como eu conheço quem lhe frequentou
Eu conto a história, casarão amado
Aquele gramado tem rastros de raça
Fruto das peleias que a história fala
Serviu de recanto em sala por sala
Para o tricolor, meu amor, adorado

Ali o tricolor muitos títulos ganhou
E todo gremista ergueu sua bandeira
Meu Grêmio venceu e entrou para a história
Jogando no estádio pela vida inteira

Vamos embora pra outra querência
Tchau, casarão que foi sempre trincheira
Onde essa torcida sempre alentava
Com grito de apoio o time embalava
Não teve gremista que nunca cantava
Pro Grêmio vencer e erguer a bandeira

Lá em oitenta e três houve uma vitória
Mais um campeão que ia surgindo
O Caio e o Cézar foram os heróis
O velho casarão outra vez assistindo
Criança de berço saiu festejando
Pra ver e ouvir o título vindo
Uruguaios recuaram acabou a partida
A vitória veio na base da raça
Aliás, o Olímpico é a casa da raça
Desse campeão que ia surgindo

Casarão querido sediado na Azenha
Ali aprendi como fosse uma escola
Tu me ensinaste a ser um torcedor
O primeiro grito de uma vitória
Depois veio a Arena e levou o tricolor
Pra outra querência manter sua glória

Ele ficou velho, velho casarão
Vou estar contigo pra tombar no chão
As tuas lembranças de um campeão
Ficaram gravadas na alma e na história!

Paródia de "Velho Casarão" - Teixeirinha. Álbum "20 Anos de Glória", de 1979. Confira aqui a letra original.

Me desculpe as licenças poéticas (erros de concordância) e os erros na métrica, mas não sou nem um pouco músico. Elaborei essa paródia apenas com o gremismo que me compete e com o objetivo de não deixar passar em branco um momento histórico para o meu Grêmio!




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