2012/04/19

O momento de escolher a plataforma


Apresento minha teoria fazendo um questionamento àqueles que utilizam as redes sociais para expor seu pensamento e suas opiniões: quantas vezes você já não se flagrou detido pela dúvida de qual meio usar para transmitir sua mensagem? Obviamente não foram poucas. Mas você sabe por que optou por uma e não por outras plataformas?

Não preciso nem comentar (já comentando) que “vivemos a era das redes sociais” - entre aspas porque já está um ‘saco’ ouvir isso a todo o momento - e que a maioria das nossas relações é promovida pelo Facebook e Twitter (vou me deter a estas, pois são as mais populares e são duas das que ainda faço parte).  Claro, não deveria ser assim, mas está cada vez mais difícil manter as relações à moda antiga com os amigos.

Chega o momento de externar algo que lhe veio à mente. Você procura seus amigos para lhe ouvirem, e onde eles estão? Na internet. Então, vamos a ela.

Você tem um pensamento, o próximo passo é estruturar o texto. A primeira ideia que surge é publicar no Twitter, mas, como sabemos, o Twitter é uma plataforma de microblog, criado especialmente para textos curtos (140 caracteres ou menos), e seu primeiro esboço de texto já extrapola o limite deste site. O próximo passo é encorpar o texto com frases de efeito até estar digno de uma postagem maior.

Ai você deve estar pensando: pronto, não publiquei no Twitter, então vou publicar no Facebook. Mas não é assim tão simples. Naquela tentativa de encorpar o texto, para não ficar tão enxuto para o Facebook, você despejou criatividade sobre ele, logo, acabou ganhando um segundo parágrafo. Não é regra, mas também não é comum ver postagens com mais de um parágrafo no Facebook, geralmente são textos curtos que explicitam sua ideia de maneira rápida e objetiva.

Não foi para o Twitter, não foi para o Facebook, e agora? Você tem um texto, mas não sabe em que “mural” colá-lo. Os adeptos da produção e disseminação de zines já guardariam esse texto para compor a próxima edição do seu impresso aperiódico (saiba mais sobre os fanzines no Blog Subterraneidades). Mas, muitas vezes o contexto em que o texto foi escrito, e de onde foi originado, é mais importante que a própria mensagem a ser externada. Ou seja, guardá-lo para publicar depois seria um assassinato do mesmo, já que o teor do texto depende diretamente do contexto que o cerca.

É ai que surge a, quase, obrigação de você criar um ambiente virtual para suas próprias publicações, livre de limites e organizado ao seu bel prazer. A melhor opção é um blog. Poderia ser um site, mas você tem que pagar para ter um, então, crie um blog. Agora sim, você tem o lugar certo para postar aquele texto. E até acrescentar figuras e referências externas que caracterizarão um legítimo post.

Mas não pense que se livrou das redes sociais, ainda tem o último passo, talvez o mais difícil, fazer com que a proposta inicial seja realmente concretizada, ou seja, contar aquele pensamento para seus amigos. E onde mesmo que eles estão? Sim, no Facebook e no Twitter. Então retorne a estas plataformas e dissemine sua ideia, mesmo com a incerteza de que será “ouvido”, mas o seu objetivo foi cumprido, publicar aquele esboço de texto que extrapolava os 140 caracteres.

Por falar em 140 caracteres, vou mostrar agora o motivo pelo qual eu escrevi esse texto. Logo que a ideia surgiu, elaborei este tweet: Como é difícil ter uma ideia boa de tweet e quando você vai escrevê-lo, ele extrapola os 140 caracteres, e se for resumi-lo perderá todo o sentido. Como se pode notar pela parte destacada, uma simples frase não coube no microblog. Poderia, sim, encaixar-se perfeitamente no Facebook, mas a ânsia por um texto incrementado me levou a escrever este que encerro agora com esse ponto.








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