2011/09/07

Dia da Independência para inglês ver!



Greve de professores, greve de servidores técnico-administrativos, greve dos policiais militares, greve de funcionários dos hospitais. Essas são apenas as mais famosas, ainda há várias classes trabalhistas no Brasil em conflito com o governo, na busca por reajustes salariais, melhorias estruturais e planos de carreira.

Parece que o país vive um momento onde a mobilização de todas as categorias culminou em um só movimento, todos querem seus direitos assistidos, mesmo que para isso seja necessário criar esses transtornos em prol do manifesto. Todo dia vemos no noticiário alguma estrada bloqueada por “brigadianos”; uma universidade aderindo à greve nacional dos servidores e docentes; um hospital tendo que diminuir as escalas de atendimento porque uma classe está em greve, e por aí vai. Transtornos necessários, mas não significa que sejam suficientes.

E ao mesmo tempo vemos vagas para vereadores sendo criadas; poder legislativo aprovando ajustes no próprio salário; verbas bilionárias sendo destinadas às obras da “Copa”; ministros acusados de corrupção sendo absolvidos sob flagrantes descarados de fraudes; nossos queridos deputados estaduais, em dezembro do ano passado, dando “míseros” 73% de aumento aos próprios salários. Enquanto isso várias universidades federais têm suas reitorias ocupadas pelos estudantes, que imploram por melhoria na educação brasileira.

Eu poderia encher esse texto de exemplos de manifestos Brasil a fora, cidadãos que lutam pelos seus direitos. Como também poderia gastar meu escasso vocabulário falando de escândalos políticos, que já não conhecemos como escândalos, pois são tão comuns quanto greves do funcionalismo, ou qualquer movimento que lute pelo seu direito. Mas tudo isso não adianta, sinceramente eu acho que nunca no Brasil se terá um equilíbrio social, quando políticos procurados pela Interpol pararem de se reeleger, como o digníssimo Paulo Maluff; quando médicos neurologistas não precisarem usar furadeiras elétricas para fazer cirurgias cranianas; quando policiais não precisarem fazer “bicos” como seguranças particulares pra sustentar a família dignamente.

Agora eu pergunto, onde está a saída para tudo isso?

...

Pois é, eu também não consigo enxergar. Por isso continuamos com as greves, com as manifestações, até que algum dia alguém se toque de que nada disso adianta. Não digo isso por pessimismo, apesar de resultar no próprio, mas sim por realismo, e cansaço de ver sempre as mesmas coisas acontecerem e nenhuma luz surgir no fim do túnel.

Essa é a minha homenagem, como um bom antipatriota, para o Dia da Independência do Brasil!








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