2011/09/11

11 de Setembro na Mídia Mundial



O primeiro grande evento na década da convergência

O que se pensava ser impossível, aconteceu. Há dez anos, exatamente, um dos principais capítulos da história estava sendo escrito em território americano. Quando um grupo terrorista decide revidar as ações militares  dos Estados Unidos no Oriente Médio, que perduram desde o fim da Guerra do Golfo.

O maior marco da história contemporânea parou o mundo na manhã da terça-feira mais sombria para o povo americano. Era por volta de 11h da manhã quando, pela televisão, me deparei com o maior acontecimento do mundo ocidental, até hoje. Eu tinha apenas dez anos de idade, mas já sabia que aquelas imagens, que estavam sendo transmitidas para o mundo inteiro, iriam mudar o rumo da política de relações mundiais, afetando principalmente o conceito que os americanos tinham de segurança.

Era apenas o início do milênio, enquanto o mundo passava por uma revolução tecnológica e midiática. O ataque do grupo terrorista Al-Qaeda aos grandes centros, políticos e econômicos, dos Estados Unidos foi o primeiro grande acontecimento da década, um momento em que os meios de comunicação sofriam uma larga metamorfose, com a inserção da internet como produto final, e não apenas um meio de divulgação.

Aquele fato foi que me apresentou às grandes coberturas internacionais, às transmissões que me recordo, não com muita clareza, mas suficientes para dizer, com toda minha leiguice, que foi o primeiro acontecimento a nível mundial a sofrer o assédio da convergência midiática. Quando tudo e todos passavam as mais variadas informações para todo o mundo, independendo do meio com que o faziam.

Ali estava se conhecendo um novo estilo de comunicação, um estilo onde todos os meios convergem em um só fim, que é transmitir a mensagem, não importando a forma. O que recentemente se tornou assunto na mídia brasileira, quando o deputado Ivan Valente (PSOL/SP) criou um projeto de lei que prevê que as empresas detentoras de veículos de comunicação deveriam fazer o contrário da convergência, a proposta representaria uma ameaça à liberdade de imprensa e à democracia no país. Ou seja, uma empresa que possui um jornal, um canal de TV e uma estação de rádio, estaria fora dos parâmetros propostos. Seria a censura retornando ao país?!

Atualmente, quase todos os veículos de comunicação funcionam dependendo de outro. O que acontecia há dez anos com uma emissora rádio e um jornal, por exemplo, hoje acontece juntamente com uma TV, um site, uma revista, etc. É quase impossível apresentar uma matéria em um telejornal sem depois publica-lá em um site ou blog, que por sua vez são alavancados pelas redes sociais, por onde os links se multiplicam e chegam a todos os leitores de forma democrática.









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