2011/07/25

Obera en Cortos - Competição Regional 1


    Na quarta-feira, dia 13 de julho começaram as mostras competitivas da oitava edição do Festival Oberá en Cortos, hoje vou comentar sobre alguns curtas concorrentes no certame regional, que ocorria sempre às 19 horas no Cine Teatro Oberá.

Traka Krew (Yerba Sangre)

    O filme foi produzido por diretores de Posadas e filmado na própria Oberá, tem 20 minutos e direção de Omar Gauna. O curta é bem ficcional, os diretores adaptaram uma lenda polonesa ao contexto regional de Oberá, que é a proposta do festival, mostrar a identidade e a diversidade cultural local.

   O personagem principal da trama tinha, em seu sangue, traços de uma linhagem polonesa, herdados da imigração do final do século XIX. Upier é o nome do clan a qual ele faz parte, em noites comuns ele se revela vampiro, e ataca suas vítimas na jugular, e o mais estranho, ele suga o sangue delas com a língua.

   O curta dividiu a opinião de todos ao final de sua apresentação, pois era uma produção que deixava a desejar, falando da técnica, do elenco e pós-produção. E os mais exaltados chegaram a questionar aos diretores, porque não foi feito um documentário com a temática do mito polonês, ao invés de uma ficção, mas, em minha opinião, se usando a ficção como método já não agradou, imagina se fosse um documentário, tentando explicar aquilo de uma maneira mais séria? Além de que os criadores criam sua produção da forma que quiserem, não da forma que convém à crítica.

La Murga 10 Años

    O documentário de 15 minutos de duração tem direção de Claudio Lañus, de Posadas, e conta a história de uma década da companhia de teatro comunitário “La Murga de La Estación”.

   O grupo é formado por moradores de um bairro posadenho, onde eles próprios ensinam, aprendem e prestigiam a arte da dança e do teatro. E o filme tenta mostrar o preconceito inicial por parte da comunidade, que via aquela “junção barulhenta” como algo impróprio, profano, mas depois essa mesma parcela da comunidade acaba prestigiando as apresentações do grupo, que há 10 anos dá às crianças uma oportunidade artística e até de formação teatral.

    Como produção o curta deixa muito a desejar, a qualidade não é das melhores, assim como cenas ficcionais que são colocadas no meio do documentário, por vezes simplórias demais. Mas isso não estraga a proposta, que era mostrar ao público o trabalho feito na comunidade, pela própria comunidade.









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