2011/01/07

Reajuste Salarial dos Deputados Gaúchos - Vergonha


No mesmo dia em que eu ouço uma notícia de que os funcionários da SAMU do litoral enfrentam dificuldades em receber seu salário, que deve ser muito defasado, eu também fico sabendo que os deputados estaduais do Rio Grande do Sul tiveram um reajuste salarial com um aumento de 73 por cento. 73, eu disse 73, quando que um professor do estado teve um aumento de 73 por cento? Quando que um policial militar recebeu R$ 20.042,34, quando? Me sinto um besta, um idiota, ouvindo essa notícia.

Ah, e tem outra, enquanto tentamos de múltiplas e fracassadas maneiras um reajuste no salário mínimo nacional para R$ 535,00 em 2011, em apenas uma sessão parlamentar ontem (21/12/2010) os deputados gaúchos votaram e decidiram que “merecem” ganhar R$ 20.042,34. Sem contar todos os benefícios que recebem por mês, que chegam à quase R$ 90.000,00 por deputado.


Votos a favor do aumento: (Aplausos irônicos, por favor)

Alberto Oliveira, Alceu Moreira, Alexandre Postal, Edson Brum, Gilberto Capoani, Luiz Fernando Záchia, Márcio Biolchi, Marco Alba, Nelson Härter (PMDB). Adolfo Brito, Francisco Appio, Frederico Antunes, João Fischer, Pedro Westphalen, Silvana Covatti (PP). Adilson Troca, Paulo Brum, Pedro Pereira, Zilá Breitenbach (PSDB). Adroaldo Loureiro, Ciro Simoni, Gerson Burmann, Gilmar Sossella, Kalil Sehbe (PDT). Abílio dos Santos, Aloísio Classmann, João Scopel (PTB). Berfran Rosado, Luciano Azevedo, Paulo Odone (PPS). Carlos Gomes (PRB). Francisco Pinho, Paulo Borges (DEM). Heitor Schuch, Miki Breier (PSB). Raul Carrion (PCdoB).


Votos contra ao reajuste:

Adão Villaverde, Daniel Bordignon, Dionilso Marcon, Elvino Bohn Gass, Fabiano Pereira, Ivar Pavan, Marisa Formolo, Raul Pont, Ronaldo Zülke, Stela Farias (PT). Cassiá Carpes (PTB).

Desses 11 que votaram contra, Adão Villaverde e Raul Pont do PT defendiam uma emenda que eumentaria em “apenas” 34 por cento seus salários, mas não foi aceita pelos demais, é claro. A final, quem viveria com apenas R$ 15.521,06 por mês?

O pior disso tudo é ver que quem colocou os “queridinhos” nessa posição fomos nós mesmos, e enquanto eles aprovam o reajuste de seus próprios salários, nós estamos escrevendo esses textos, criando comunidades em sites de relacionamento, xingando no Twitter, de que adianta isso tudo?








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